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sábado, 25 de maio de 2013

Catequese da Solenidade da Santíssima Trindade

Catequese da Solenidade da Santíssima Trindade
Pertencemos a Família de Deus!
Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP
João 16, 12-15

"Naquele tempo disse Jesus a Seus discípulos: 12 ‘Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13 Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, Ele vos conduzirá à plena verdade. Pois não falará por Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e até as coisas futuras vos anunciará. 14 Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que Ele receberá e vos anunciará é meu'".

sábado, 18 de maio de 2013

Solenidade de Pentecostes: “Emitte Spíritum tuum et creabuntur. Et renovabis fáciem terrae”

Cheios do Espírito Santo, os apóstolos incendiaram o mundo. 

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2, 1-4)

A maravilhosa cena narrada por São Lucas, nos Atos dos Apóstolos, é dos mais importantes na história da Igreja. Para compreendermos a fundo seu significado, examinemos em que circunstâncias ela se passou. Estavam os apóstolos preparados para sua sublime vocação? Qual a situação espiritual dos apóstolos? Era de supor que, após três anos de convívio diário com Nosso Senhor Jesus Cristo, estivessem preparados para a missão que lhes cabia, de firmar e expandir a Santa Igreja. Contudo, não o estavam. 

Em várias passagens do Evangelho, vemo-los repletos de fragilidades. Logo após episódios, sermões e milagres impressionantes, não se punham a fazer comentários sobre a grandeza das palavras ou dos gestos do Mestre, mas sim a discutir a respeito de quem seria o primeiro-ministro num suposto reino temporal que, acreditavam, Cristo iria fundar...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Catequese do Papa Francisco - Caminhos para encontrar o Paráclito - 8 de maio


Catequese
Praça de São Pedro, no Vaticano
Quarta-feira, 08 de maio de 2013

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O tempo Pascal que, com alegria estamos vivendo, guiado pela liturgia da Igreja, é por excelência o tempo do Espírito Santo dado “sem medida” (cf. Jo 3:34) por Jesus crucificado e ressuscitado. Este tempo de graça termina com a festa de Pentecostes, quando a Igreja revive o derramamento do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos reunidos em oração no Cenáculo.

Mas quem é o Espírito Santo? No Credo professamos com fé: “Creio no Espírito Santo, que é Senhor e nos dá a vida.” A primeira verdade a qual aderimos no Credo é que o Espírito Santo é Kyrios, Senhor. Isto significa que Ele é verdadeiramente Deus, como são o Pai e o Filho, objeto, de nossa parte, do mesmo ato de adoração e glorificação que elevamos ao Pai e ao Filho. O Espírito Santo, de fato, é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é o grande dom do Cristo ressuscitado  que abre as nossas mentes e nossos corações à fé em Jesus como Filho enviado pelo Pai, que nos leva à amizade, à comunhão com Deus.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

O maior acontecimento da história

Jesus Cristo é o Senhor da História. A data do seu Nascimento marca o ponto Zero. Ele é o centro de Referência; nenhum líder no mundo teve tantos discípulos como Ele; hoje são cerca de dois bilhões de pessoas. Por isso, o seu Natal é o Acontecimento singular a História. Ele veio para salvar o mundo.

Depois da queda de Adão e Eva no pecado, afastando toda a humanidade de Deus, eles foram afastados do Paraíso, mas Deus prometeu um Salvador; Ele viria por uma Virgem, uma vez que foi por uma virgem que o pecado entrou no mundo. Pelo mesmo caminho que veio a desgraça, viria a Graça.

O Proto (primeiro) Evangelho diz: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” (Gn 3, 15)

E quando chegou a “plenitude dos tempos” (Gl 4, 4) Deus enviou o seu Anjo à Virgem para anunciar:” “Ave, cheia de Graça! O Senhor é contigo… O Espírito Santo descerá sobre Ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o Santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus”.

“Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Serás Mãe e terás um filho ao qual darás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Davi seu pai; e reinará sobre à casa de Jacó eternamente; e o seu reino não terá fim” (Mt 1, 20-21).

domingo, 25 de novembro de 2012

Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo



Sobretudo, Jesus Cristo estabeleceu Seu Reino nas coisas do espírito. É nos Céus que ele se realiza, e quando do Juízo Final estará consumado. Na terra este Reino espiritual é construído e dilatado na Igreja e através da Igreja.

Com efeito, ser cristão é reconhecer-se súdito de Cristo, tributar-lhe a honra devida ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Trono de Cristo é, portanto, também a nossa alma. Não basta dizer-se seguidor de Jesus. É preciso que Ele reine sobre nós (cf. 1 Co 15,25), e isso consubstancia-se em mudarmos nossa mente pela de Cristo, nossos pensamentos e sentimentos pelos d’Ele, tudo submetendo a Seu império.

No acertado ensino de Sua Santidade, o Papa Pio XI, é “necessário que Cristo reine na inteligência do homem, que, com perfeito acatamento, há de assentir firme e constantemente às verdades reveladas e à doutrina de Cristo.” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925, nº 34)

O Reinado de Jesus sobre as almas efetiva-se por darmos nosso intelecto a Ele pela fé, que vem a ser justamente, nesse sentido, o ato através do qual a inteligência, movida pela vontade, adere à verdade por Deus revelada, que é mantida, preservada, guardada, pregada, explicitada e defendida pelo Sagrado Magistério da Igreja.

A vontade, logo, também deve ser submissa à realeza do Salvador.

Por isso continua o Santo Padre: “É necessário que reine na vontade, que há de obedecer às leis e preceitos divinos. É necessário que reine no coração, que sobrepondo os afetos naturais, há amar a Deus acima de todas as coisas. É necessário que reine no corpo e em seus membros, que, como instrumentos, devem servir para a interna santificação da alma.” (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925, nº 34)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Doutrina sobre os Dons Extraordinários



São João Da Cruz - Doutor da Igreja
Livro III - Capítulo XXX

1. Agora é conveniente tratar do quinto gênero de bens nos quais pode a alma gozar-se: os bens sobrenaturais. Por eles entendemos as graças e dons concedidos pelo Senhor, superiores à habilidade e poder natural, chamados gratis datae, dons gratuitos. Tais são os dons de sabedoria e ciência conferidos a Salomão, e também as graças enumeradas por S. Paulo: "A fé, a graça de curar as doenças, o dom dos milagres, o espírito de profecia, o discernimento dos espíritos, a interpretação das palavras, enfim, o dom de falar diversas línguas" (Cor 12,9-10).

2. Sem dúvida, todos esses bens são espirituais, como os do sexto gênero, do qual nos ocuparemos mais tarde; todavia, existe entre eles diferença notável, motivo para distingui-las uns dos outros. O exercício dos bens sobrenaturais tem por fim imediato a utilidade do próximo e é para esse proveito e fim que Deus os concede, conforme diz S. Paulo: "E a cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito dos demais" (ib. 5,7). Isto se aplica a essas graças. 

Os bens espirituais, porém, têm por objetivo somente as relações recíprocas entre Deus e a alma, pela união do entendimento e da vontade, conforme explicaremos mais adiante. Assim, pois, há diferença entre o objeto de uns e outros; os bens espirituais visam só o Criador e a alma, enquanto os sobrenaturais se aplicam às criaturas; diferem também quanto à substância e, por conseguinte, quanto à operação, sendo, portanto, necessário estabelecer certa divisão na doutrina.


3. Falemos agora das graças e dos dons sobrenaturais, no sentido aqui dado. Para purificar a vã complacência que a alma neles pode achar, vem a propósito assinalar dois proveitos desse gênero de bens; um temporal e outro espiritual. O primeiro é curar doentes, dar a vista a cegos, ressuscitar mortos, expulsar demônios, anunciar o futuro aos homens, e outros semelhantes benefícios. O segundo é eterno, e consiste em tornar Deus mais conhecido e servido, seja por quem opera esses prodígios, seja pelos que deles são objetos ou testemunhas.

4. Quanto ao proveito temporal pode-se dizer que as obras sobrenaturais e os milagres pouca ou nenhuma complacência merecem da alma; porque, excluído o proveito espiritual, pouca ou nenhuma importância têm para o homem, pois em si mesmos não são meio para unir a alma com Deus, como é somente a caridade. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Exaltação da Santa Cruz - 14 de Setembro



O primeiro dia em que a Cruz foi exaltada, isto é, glorificada, foi aquele em que o Filho de Deus nela foi pregado para a salvação do mundo. Ele dissera: "Quando eu for exaltado, levantado sobre a terra, atrairei a mim todas as coisas". Erguido na Cruz, atrai a si o ladrão penitente; atrai a si o centurião romano que glorifica a Deus e confessa que o homem que acaba de expirar é realmente um justo; atrai a si os judeus e os gentios, de Jerusalém a Roma.

A Cruz aparece ao Imperador Constantino com as palavras: "Com este sinal vencerás". Santa Helena, mãe de Constantino, torna a encontrar a Cruz do Calvário, enterrada sob ruínas. Numerosos milagres revelam-na e glorificam-na. Desde então a Exaltação, ou glorificação da Santa Cruz, se torna uma festa na Igreja. Santa Maria Egipciana, ainda pecadora, dispõe a adorá-la, mas só o consegue depois de resolver-se a fazer penitência pelos seus pecados. Essa festa ainda se torna mais solene no sétimo século, quando a Cruz foi transportada da Pérsia para Jerusalém pelo Imperador Hecáclio.

No início do referido século, uma guerra sangrenta irrompeu entre os persas e os gregos. Essa guerra durou vinte e quatro anos, sendo que os dezoito primeiros constituíram para os gregos uma série contínua de derrotas. Em todo o Oriente, das ruínas da antiga Babilônia ao estreito de Constantinopla, cidades foram incendiadas e destruídas, campos devastados e abandonados sem cultura, habitantes degolados ou levados como cativos. Os persas invadiram sucessivamente a Armênia, a Mesopotâmia, a Capadócia e, em 610, chegaram às portas da Calcedônia. O advento de Heráclio não lhes interrompeu as devastações.


domingo, 3 de junho de 2012

Honra e Glória a Santíssima Trindade

Na Igreja Católica, a festa da Santíssima Trindade é considerada uma das solenidades mais importantes do ano litúrgico.

Unidade e Trindade de Deus
A Santíssima Trindade é um dogma. Um dogma que proclama a verdade essencial do mistério da "unidade e trindade de Deus": um só Deus em Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.  É um mistério. Portanto, é de difícil interpretação e impossível de ser assimilado pelas limitações humanas.
Lembramos que "mistério" não quer dizer que algo seja impossível de existir ou de acontecer; "mistério" é apenas algo que a nossa inteligência não é capaz de compreender inteiramente.
...a substância do Novo Testamento
SS TRINDADE.jpg
O mistério da Santíssima Trindade é definido pelos doutores da Igreja como sendo a substância do Novo Testamento. Isto quer dizer que ele é o maior de todos os mistérios da Santa Igreja, a origem e o fundamento de todos os outros mistérios. Pois que, refere-se especificamente a Deus, em sua essência, princípio e fim de todas os seres criados.  Foi para conhecer e contemplar esse mistério que os anjos foram criados no céu e os homens na terra. 
E foi para manifestar este mistério mais claramente que o próprio Deus desceu da sua morada com os anjos e veio para junto dos homens. Há séculos, baseada em claras e explícitas citações bíblicas, a Santa Igreja ensina e proclama esse mistério de Três Pessoas em um só Deus.
Tentando entender um mistério
Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou compreender inteiramente este inefável mistério. Ele foi longe, porém, não chegou lá.
Absorto e meditativo, em certa ocasião, ele passeava pela praia pedindo a Deus luzes para que pudesse desvendar esse Santo enigma. É muito conhecido o que, então, lhe aconteceu: encontrou-se com um menino brincando na areia. A criança fazia um trajeto curto e repetitivo: com um copo na mão, continuamente, ele ia e vinha; enchia o copo com água do mar e a despejava num pequeno buraco feito na areia da praia.
Curioso, Agostinho perguntou à criança o que ela pretendia com aquilo. O menino respondeu que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. O Santo explicou a ele que seria impossível realizar o que queria. O menino desconhecido, então, argumentou: "É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que o mistério da Santíssima Trindade ser compreendido". E a criança desapareceu: era um anjo.
Agostinho entendeu a lição. Ele concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder entender toda a dimensão de Deus. Por mais que se esforce, jamais o homem poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só compreenderemos plenamente a Deus na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
As obras da Trindade são indivisíveis
SSma_Trindade.jpgO apóstolo São Paulo anuncia a Trindade das pessoas e a unidade da sua natureza quando escreve: «Da parte d'Ele, por meio d'Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Ele pelos séculos» (Rom 11,36).
Santo Agostinho escreveu, comentando esta passagem: «Estas palavras não são devidas ao acaso. ‘Da parte d'Ele' designa o Pai, ‘por meio d'Ele' designa o Filho e ‘para Ele' designa o Espírito Santo».
Com segurança e justeza a Igreja tem o hábito de atribuir ao Pai as obras da Divindade onde resplandece o poder. Atribui ao Filho aquelas obras onde resplandece a sabedoria e ao Espírito Santo atribui aquelas obras onde resplandece o amor. Isso não quer dizer que todas as perfeições e obras exteriores de Deus não sejam comuns às pessoas divinas: «as obras da Trindade são indivisíveis, como a essência da Trindade é indivisível» (Sto Agostinho).
Não há festa própria para cada uma das Pessoas Divinas...
Na época em que o Papa Inocêncio XII governava a Igreja, surgiu no mundo católico o desejo de que fosse estabelecida uma festa especial e exclusiva em honra do Pai Eterno. O Papa não atendeu ao pedido, por clarividência e prudencia.
É verdade que existem dias festivos, solenidades para celebrar cada um dos mistérios do Verbo Encarnado (Nosso Senhor Jesus Cristo), mas não existe festa própria para celebrar exclusivamente o Verbo Encarnado, segundo sua natureza divina.
Também a solenidade de Pentecostes, já de há muito tempo comemorada, recorda a missão externa do Espírito Paráclito, sua vinda aos homens. Não se refere simplesmente ao Espírito Santo, por si só, segundo sua natureza divina.
Todas estas festas e solenidades foram prudentemente estabelecidas desse modo para evitar que alguém multiplicasse a essência divina, distinguindo as Pessoas.
Uma solenidade para o Deus Uno, Trino e Eterno
Séculos mais tarde, ainda para que não pairasse qualquer dúvida quanto à Unidade e Trindade de Deus, foi que a Igreja, preservando em seus filhos a pureza da Fé, quis instituir uma festa especialmente dedicada à Santíssima Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo. Era uma festa para reverenciar, honrar, adorar, render glória a Deus, Uno, Trino e Eterno.
Quem a estabeleceu foi o Papa João XXII. Ele mandou que ela fosse celebrada em todas as partes; permitiu que se dedicassem a este mistério templos e altares. Depois de uma visão celeste que ele teve, ainda aprovou, em honra da Santíssima Trindade, uma Ordem religiosa para a Redenção dos Cativos.
Santíssima Trindade: no início, no término e em seu nome
É útil lembrarmos que o culto tributado aos Santos, aos Anjos, à Santa Mãe de Deus é sempre iniciado e terminado na Santíssima Trindade. Nas preces consagradas a uma das três pessoas divinas, também se faz menção às outras; mesmo ao invocar a cada uma das Pessoas separadamente, termina-se sempre com sua invocação comum. Todos os Salmos e hinos têm a mesma doxologia "ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo". As bênçãos , os ritos, os sacramentos, ou são feitos em nome da Santíssima Trindade ou lhes acompanha a sua intercessão. (JSG)
Fonte: Papa Leão XIII - Encíclica "Divinum Illud Munus" - Sobre a presença e virtude admirável do Espírito Santo


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