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domingo, 11 de novembro de 2012

Sacramento da Ordem


O termo “ordem”, na Antiguidade romana, designava corpos constituídos no sentido civil, sobretudo o corpo do que governam. Na Igreja, há corpos constituídos que a Tradição, não sem fundamento na Sagrada Escritura, chama, desde os tempos primitivos de taxeis (grego) ou “ordines” (latim). Na Sagrada Liturgia encontramos referências ao “ordo episcoporum” (ordem dos Bispos), “ordo presbyterorum” (ordem dos presbíteros), “ordo diaconorum” (ordem dos diáconos” etc. A integração de uma pessoa em uma ordem se dá através de um rito chamado ordinatio.


Com o recebimento do Sacramento da Ordem, o ordinando fica investido de um “poder sagrado”. A ordenação é também chamada “consecratio” (consagração). A imposição das mãos do Bispo, com a oração consecratória, constitui o sinal visível do Sacramento. Sobre isso falou S. Paulo a Timóteo: “Eu te exorto a que faças reviver a graça de Deus, que em ti está, pela imposição das minhas mãos, pois que Deus não nos deu o espírito de temor, mas o que força, de amor e sobriedade” (2Tm 1,6-7).



Somente através do Sacramento da Ordem é que na Igreja são constituídos os seus ministros.

Se alguém disser que não há no Novo Testamento um sacerdócio visível e externo ou não existe um poder de consagrar e oferecer o verdadeiro corpo e sangue do Senhor e de perdoar os pecados e retê-los, mas só a função e o simples ministério de pregar o Evangelho; ou que os que não pregam absolutamente não são sacerdotes: seja anátema. (Conc. Trento XXIII, I. Denzinger 1771).

O Sacramento da Ordem, assim como o Batismo, imprime na alma que o recebe um caráter indelével, uma marca divina.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sacramento da Penitência


A Penitência só se faz necessária para aqueles que, após o Batismo, tiverem contraído algum pecado mortal; não podendo escapar à eterna condenação, se não expiarem devidamente os pecados cometidos.


Se em todos os regenerados houvesse tal gratidão para com Deus que conservassem constantemente a justiça recebida no batismo por benefício e graça sua, não seria necessário outro sacramento instituído para remissão dos pecados, diferente deste [do batismo]. Mas como “Deus, rico em misericórdia” (cf. Ef 2,4) “conheceu a fragilidade de nossa origem” (Sl 103,14), quis também conceder um remédio vivificante aos que se entregassem de novo à escravidão do pecado e ao poder do demônio, a saber: o sacramento da penitência, pelo qual se aplica o benefício da morte de Cristo aos que caem depois do Batismo. (Concílio de Trento XIV, cap 1 sobre o sacramento dapenitência. Denzinger 1668).

domingo, 4 de novembro de 2012

Sacramento da Confirmação



O termo “Confirmação” não tem por origem ser uma confirmação do batismo, segundo o qual as crianças batizadas, quando atingiam a adolescência, seriam levadas à presença do Bispo, para ratificarem a fé aceita por ocasião do Batismo. A origem do termo está no fato de que Deus pela virtude do Sacramento confirma em nós o que começou a operar no Batismo, conduzindo-nos a uma sólida perfeição da vida cristã.

Não foi a Confirmação instituída como meio indispensável para a salvação, mas ela deve pela sua virtude tornar-nos fortes e corajosos nas lutas, que temos de travar pela fé de Cristo. No Batismo recebemos a graça regeneradora como um bebê recebe o leite materno, porém, a criança para crescer deverá servir-se de alimentos mais substanciosos. Desta forma, após o batismo, todos devem receber o Sacramento da Confirmação.

Pela graça do Batismo, são os homens gerados para uma vida nova. Pelo Sacramento da Confirmação, os que foram gerados tornaram-se varões, depois de deixarem o que tinham próprio de crianças. (Cat Rom II,III,5).

Pelo Batismo, o homem alista-se na milícia; pela Confirmação, equipa-se para a luta. Na fonte batismal, o Espírito Santo confere a plenitude da inocência; na Confirmação, dá a consumação da graça. No Batismo, renascemos para a vida; depois do Batismo, somos confirmados para a luta. No Batismo, somos purificados; depois do Batismo,somos munidos de força. A regeneração garante de per si a salvação aos que se batizam em tempo de paz; a Confirmação arma e adestra para os embates da guerra (Papa Melcíades. Epístola aos Bispos Espanhóis).

Todos devem empenhar-se por renascer em Deus [receber o Batismo], sem mais demora, para serem afinal assinalados pelo Bispo [receber a Confirmação], isto é, para receberem os sete dons do Espírito Santo; em hipótese alguma, poderia ser perfeito cristão quem deixasse de receber este Sacramento, não por motivos imperiosos, maspor voluntária negligência. Esta é a tradição que recebemos de S. Pedro, e assim ensinaram os outros Apóstolos, por ordem de Nosso Senhor. (S. Clemente. Epístola 4 a Júlio).

domingo, 28 de outubro de 2012

Sacramento do Batismo


Nas sagradas escrituras, designa não só a ablusão que faz parte do Sacramento, mas qualquer espécie de ablução. Por vezes, aplica-se à Paixão de Cristo, em sentido figurado (cf. Mc 7,4).

Os escritores eclesiásticos não o tomam como qualquer espécie de ablução corporal, mas unicamente como uma ablução sacramental, que se faz sob a forma prescrita das palavras. Neste sentido, os Apóstolos empregavam o termo muitíssimas vezes, obedecendo àsdeterminações de Cristo Nosso Senhor.

A Igreja adota o significado dado por Nosso Senhor e S. Paulo na epístola aos Efésios. Jesus disse: “Quem não nascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5). O Apóstolo falando da Igreja, diz que Cristo “a purificou pela ablução da água na palavra”(cf. Ef 5,26). Pelo sentido destas palavras podemos definir com acerto e brevidade, que oBatismo é um “Sacramento de regeneração pela palavra na água”.

sábado, 20 de outubro de 2012

Sacramento da Eucaristia


Sacramento é algo que nos é doado, e sacrifício é algo que oferecemos a Deus. Na Eucaristia como sacrifício, Jesus oferece mais uma vez ao Pai seu holocausto pela nossa Salvação; enquanto como sacramento o Senhor doa-se a nós para nossa santificação.

Como sacrifício a Eucaristia é uma realidade transitória, que se realiza durante a celebração da Santa Missa, e seu fim primário é glorificação de Deus. Como sacramento é uma realidade permanente, o Santíssimo Sacramento, e tem como desígnio a nossa santificação.

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